terça-feira, 20 de maio de 2008

Me…as a host!

Sábado, 16 de Maio de 2008. Hora prevista de chegada de Susana e Eduarda: 00h05m.

À hora prevista, saio de casa. Deparo que não está nenhum auto-rickshaw na rua, como seria normal. Apresso-me a pegar na mota e pôr-me a caminho. Depois de esperar uma hora vi sair pela porta de chegadas do Aeroporto Internacional de Bangalore duas meninas de pele branca, cândida e láctea. Da mesma forma, e da perspectiva contrária, facilmente me identificaram no meio do negrume. Arranjei-lhes um táxi e segui-o de mota, assegurando que não haveria desvio de percurso.

Chegámos a casa. Descansámos, comemos e bebemos qualquer coisa. Num abrir e fechar de olhos o relógio marcava 04h15m, hora que a minha irmã Ké aterraria em Bangalore. Vou à varanda. Debruço-me. Espreito. Tento encontrar um táxi parado à porta do condomínio. A Susana e a Eduarda resolveram acompanhar-me. Ouço um click…! Estava de costas e virei-me lentamente temendo ver confirmadas as minhas suspeitas. A Susana estava perto da porta e perguntei-lhe: “Susana, não fechaste a porta da varanda, pois não?! É que não se consegue abrir do lado de fora!”. Ao que me responde: “consegue, consegue…só fechei para não entrarem mosquitos!”. Convictamente, mas sem sucesso, lá tentou abrir a porta.

Estávamos fechados numa varanda do 10º andar. Mais ninguém em casa. A minha irmã chegaria dentro de momentos e ninguém estaria no aeroporto à espera.

Por sorte, momentos antes, tinha pegado no telemóvel para chamar um táxi e levei-o comigo até à varanda, ainda na mão. Liguei ao Jaime, que estava numa festa, e contei o sucedido. Pedi-lhe que fosse buscar a minha irmã ao aeroporto porque já deveria estar a sair e não saberia o que fazer. Assim foi. Mas o voo atrasou uma hora e o Jaime não sairia de lá sem ela, a meu pedido. Estava uma noite de verão, daquelas de Agosto e em Portugal. O sol ameaçava nascer…o sol nasceu…o sol já estava alto. Contámos os edifícios em redor. Vimos os primeiros transeuntes a caminhar para o trabalho. Ouvimos as primeiras buzinadelas do dia. Rimo-nos que nem uns perdidos e ainda pusemos meses de conversa em dia. Ao fim de quase 2,5 horas abriram-nos a porta da varanda.

Já dentro de casa, dormimos.

O segundo dia começou com uma visita ao mercado da cidade, ou City Market, e fi-las sentir o que de mais puro e bruto tem a Índia. Fomos o centro das atenções…éramos os estranhos, estrangeiros e brancos. A pergunta “Where do you came from?” a toda a hora atingia os nossos ouvidos…
Eu, Susana, Eduarda e Ké - no auto rickshaw, a caminho do City Market
Já no City Market


Uma cabine telefónica











Seguiu-se a “Rua do Comércio”. Aí comprámos trajes indianos que usámos na festa bollywoodesca dessa noite, num dos hotéis cinco estrelas da cidade. Fizemos sucesso, muito sucesso.

A caminho do Hotel, de auto rickshaw onde eu ia lado a lado com o condutor

















Domingo foi dia de visitar monumentos e templos, passear no parque da cidade e relaxar numa esplanada no final da tarde.












Nós no Big Bull Temple








A relaxar no final da tarde





A aventura continua, mas o cenário mudará – Goa – pela quarta vez!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Jantar Português

Sábado, 19 de Abril de 2008. 20h00m. Springfields Apartments. Jantar Português.

Ementa:

Entradas – Enchidos, azeitonas e queijo da serra.

1º Prato – Bacalhau à Brás
2º Prato – Feijoada à Portuguesa

Sobremesa – Mousse de leite condensado (a popular baba de camelo); pudim de leite.

Preparar um jantar para 17 pessoas, quando na cozinha só existem 2 panelas pequenas e uma frigideira ridícula, não é tarefa fácil. O desafio foi entregue à mãe do Jaime que, embora de férias, se mostrou disponível. Um obrigado à Tia Manuela.

Foram chegando os convidados. Uns durante a tarde, para aproveitar matar saudades. Outros, de protocolo, à hora marcada. As entradas foram servidas e bastante apreciadas. Seguiu-se o prato de peixe e logo depois o de carne. Esperámos pelas primeiras reacções… um “que delícia!” soou baixinho…seguiu-se outro e outro. Os anfitriões respiraram de alívio, o jantar estava salvo!

Entre conversas, lá servimos as sobremesas.

O jantar correu muito bem e estavam todos visivelmente contentes. Aqui ficam algumas das fotografias.







quarta-feira, 9 de abril de 2008

E foi assim, em Portugal...





Neve num fim-de-semana e no seguinte sol e praia! Não é maravilhoso Portugal?!

segunda-feira, 31 de março de 2008

PORTUGAL - De 24 de Março a 7 de Abril

My City :)
Também é bom regressar, ainda que a trabalho!

terça-feira, 18 de março de 2008

Quinta-feira, 13 de Março de 2008. Partida de Bangalore com destino a Delhi. Chegada às 21h. Encontrei-me com Ricardo, Kwame e Jaime e “let´s go party”. Foi mais uma grande noite…aliás, como tem vindo a ser hábito! Os detalhes foram censurados.

O primeiro dia em Delhi foi passado a visitar alguns pontos importantes da cidade. Como estavam todos a trabalhar, aventurei-me sozinho.

Comecei pelo Red Fort, em Chandni Chowk. Este é o poderoso símbolo da nação indiana. Aqui que se hasteou pela primeira vez a bandeira nacional, quando a Índia se tornou uma nação independente em 15 Agosto de 1947.
Porta Lahore, de onde o primeiro-ministro assiste à parada do Dia da Independência.

Caminhando pelo forte cheguei ao Diwan-i-Aam, “um átrio de arenito vermelho com 60 pilares, onde o imperador concedia as suas audiências. O imperador sentava-se debaixo do dossel de pedra esculpida, enquanto o banco mais abaixo se destinava ao chefe dos ministros.”Segui para Jami Masjid, a maior mesquita da Índia, que está no topo de uma colina, “com os seus sobranceiros minaretes e imensas cúpulas de mármore”.Fiz o percurso pedestre que o Guia American Express recomenda. Parti para Dariba Kalan Street, onde encontrei a famosa perfumaria de Gulab Singh. Descobri-a facilmente, tal era o agradável cheiro que a metros de distância se sentia.Cruzei Kinari Bazaar Street e foi então que entrei num mercado apinhado de tendas onde se vende toda a espécie de enfeites dourados e prateados, como tranças, grinaldas e turbantes, para casamentos e festivais.Passámos o serão em casa e na conversa. No dia seguinte partiríamos cedo para Agra.

Viagem a Agra:
Partida às 5h00m. Primeira paragem às 8h30m, em Sikandra, uma pequena vila nos arredores de Agra, onde está sepultado o imperador mongol Akbar. “Terá sido ele a criar e a iniciar a construção do seu próprio mausoléu, mais tarde alterado e concluído pelo seu filho Jahangir. O resultado foi este complexo simetricamente perfeito, com o túmulo no centro de um jardim murado.”

Chegámos finalmente a uma das 7 maravilhas do mundo – O Taj Mahal. “Um dos mais famosos monumentos do mundo, foi construído pelo imperador mongol Xá Jahan em memória da sua esposa favorita, Mumtaz Mahal, falecida em 1631”. Já foi descrito como “uma miragem, um sonho, um poema, uma maravilha”. A Fonte de Lótus, reflecte o túmulo nas suas águas. Seguiu-se Fatehpur Sikri, que foi capital mongol durante 14 anos, um “exemplo de cidade mongol fortificada, com portas imponentes e zonas públicas e privadas bem definidas”.
Badshahi Darwaza – a porta real para entrar no complexo, sendo essa entrada presenteada com a vista da mesquita sagrada. Mesquita sagrada ao fundo e Túmulo do Xeque Salim Chishti – edifício branco, lado direito. Dentro do Túmulo do Xeque Salim Chishti. Como fundo Buland Darwaza – foi nos dito, por um guia desajeitado, ser a porta para o povo e a maior passagem do mundo, cerca de 54m.
A Mesquita principal – Hujra – na direcção de Meca.
Nós com Panch Mahal – “Este pavilhão aberto com cinco andares dá para a Corte Pachisi e é onde as rainhas de Akbar e as suas servas desfrutavam da brisa nocturna.”
Regressámos a Delhi pelas 21h00m, mesmo a tempo de jantar com o Ricardo, que teve de trabalhar nesse dia e por isso não foi connosco. Depois de jantar fomos conhecer mais um espaço nocturno, numa versão light.

Domingo foi dia de brunch português. Encontrámos alguns dos expatriados portugueses em Delhi. Foi muito bom partilhar experiências. Encontrámos também com Filipe Honrado, representante do AICEP na Embaixada Portuguesa de Delhi.
Regresso a Bangalore no final da tarde.