À hora prevista, saio de casa. Deparo que não está nenhum auto-rickshaw na rua, como seria normal. Apresso-me a pegar na mota e pôr-me a caminho. Depois de esperar uma hora vi sair pela porta de chegadas do Aeroporto Internacional de Bangalore duas meninas de pele branca, cândida e láctea. Da mesma forma, e da perspectiva contrária, facilmente me identificaram no meio do negrume. Arranjei-lhes um táxi e segui-o de mota, assegurando que não haveria desvio de percurso.
Chegámos a casa. Descansámos, comemos e bebemos qualquer coisa. Num abrir e fechar de olhos o relógio marcava 04h15m, hora que a minha irmã Ké aterraria em Bangalore. Vou à varanda. Debruço-me. Espreito. Tento encontrar um táxi parado à porta do condomínio. A Susana e a Eduarda resolveram acompanhar-me. Ouço um click…! Estava de costas e virei-me lentamente temendo ver confirmadas as minhas suspeitas. A Susana estava perto da porta e perguntei-lhe: “Susana, não fechaste a porta da varanda, pois não?! É que não se consegue abrir do lado de fora!”. Ao que me responde: “consegue, consegue…só fechei para não entrarem mosquitos!”. Convictamente, mas sem sucesso, lá tentou abrir a porta.
Estávamos fechados numa varanda do 10º andar. Mais ninguém em casa. A minha irmã chegaria dentro de momentos e ninguém estaria no aeroporto à espera.
Por sorte, momentos antes, tinha pegado no telemóvel para chamar um táxi e levei-o comigo até à varanda, ainda na mão. Liguei ao Jaime, que estava numa festa, e contei o sucedido. Pedi-lhe que fosse buscar a minha irmã ao aeroporto porque já deveria estar a sair e não saberia o que fazer. Assim foi. Mas o voo atrasou uma hora e o Jaime não sairia de lá sem ela, a meu pedido. Estava uma noite de verão, daquelas de Agosto e em Portugal. O sol ameaçava nascer…o sol nasceu…o sol já estava alto. Contámos os edifícios em redor. Vimos os primeiros transeuntes a caminhar para o trabalho. Ouvimos as primeiras buzinadelas do dia. Rimo-nos que nem uns perdidos e ainda pusemos meses de conversa em dia. Ao fim de quase 2,5 horas abriram-nos a porta da varanda.
Já dentro de casa, dormimos.
O segundo dia começou com uma visita ao mercado da cidade, ou City Market, e fi-las sentir o que de mais puro e bruto tem a Índia. Fomos o centro das atenções…éramos os estranhos, estrangeiros e brancos. A pergunta “Where do you came from?” a toda a hora atingia os nossos ouvidos…
Uma cabine telefónica










Seguiu-se a “Rua do Comércio”. Aí comprámos trajes indianos que usámos na festa bollywoodesca dessa noite, num dos hotéis cinco estrelas da cidade. Fizemos sucesso, muito sucesso.












































As entradas foram servidas e bastante apreciadas.
Seguiu-se o prato de peixe e logo depois o de carne. Esperámos pelas primeiras reacções… um “que delícia!” soou baixinho…seguiu-se outro e outro. Os anfitriões respiraram de alívio, o jantar estava salvo!













Caminhando pelo forte cheguei ao Diwan-i-Aam, “um átrio de arenito vermelho com 60 pilares, onde o imperador concedia as suas audiências. O imperador sentava-se debaixo do dossel de pedra esculpida, enquanto o banco mais abaixo se destinava ao chefe dos ministros.”
Segui para Jami Masjid, a maior mesquita da Índia, que está no topo de uma colina, “com os seus sobranceiros minaretes e imensas cúpulas de mármore”.
Fiz o percurso pedestre que o Guia American Express recomenda. Parti para Dariba Kalan Street, onde encontrei a famosa perfumaria de Gulab Singh. Descobri-a facilmente, tal era o agradável cheiro que a metros de distância se sentia.
Cruzei Kinari Bazaar Street e foi então que entrei num mercado apinhado de tendas onde se vende toda a espécie de enfeites dourados e prateados, como tranças, grinaldas e turbantes, para casamentos e festivais.
Passámos o serão em casa e na conversa. No dia seguinte partiríamos cedo para Agra.


Chegámos finalmente a uma das 7 maravilhas do mundo – O Taj Mahal. “Um dos mais famosos monumentos do mundo, foi construído pelo imperador mongol Xá Jahan em memória da sua esposa favorita, Mumtaz Mahal, falecida em 1631”. Já foi descrito como “uma miragem, um sonho, um poema, uma maravilha”.

A Fonte de Lótus, reflecte o túmulo nas suas águas.

Seguiu-se Fatehpur Sikri, que foi capital mongol durante 14 anos, um “exemplo de cidade mongol fortificada, com portas imponentes e zonas públicas e privadas bem definidas”.
Mesquita sagrada ao fundo e Túmulo do Xeque Salim Chishti – edifício branco, lado direito.
Dentro do Túmulo do Xeque Salim Chishti.
Como fundo Buland Darwaza – foi nos dito, por um guia desajeitado, ser a porta para o povo e a maior passagem do mundo, cerca de 54m.






