terça-feira, 24 de junho de 2008

In love with Asia

Mais um grande fim-de-semana!
(Esta frase já concluiu muitos dos meus artigos neste blog. Hoje escolho-a como introdutória, para lhe dar maior ênfase.)

Hong Kong

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008, 9h00m – Chegada a Hong Kong. Apressámo-nos a arranjar um hotel para deixar as mochilas e começar a conhecer a cidade. Não foi tarefa fácil mas conseguimos.

Encantados com o regresso à civilização, foi com entusiasmo que caminhámos o dia todo sem parar. Estava silêncio, não se ouviam as buzinas ensurdecedoras da Índia, não havia qualquer problema em atravessar a rua, não se viam vacas…e estava tudo extraordinariamente limpo!

Resolvemos começar pela Victoria Peak (太平山頂), um dos pontos mais altos da ilha e de onde se pode ter uma vista panorâmica de Hong Kong. A subida faz-se num eléctrico cuja inclinação é assustadora. Apesar de estar enublado, fiquei encantado.







Diariamente junto ao Pearl River, na Avenida das Estrelas, pode assistir-se ao espectáculo das luzes. Os lasers, rigorosamente coordenados com a música que se ouve, tornam este momento célebre.




Pela noite, jantámos e conhecemos alguns espaços nocturnos.

Dia seguinte, sexta-feira. Deambulámos nas ruas mais movimentadas e conhecidas da cidade. Já perto da hora de jantar apanhámos o barco para Macau.







Macau

À nossa espera tínhamos os nossos amigos portugueses. Aguardavam para jantar e presentearam-nos com um soberbo bacalhau com natas.
Bem saciados, saímos à descoberta do mundo dos casinos. São cerca de vinte e muitos e, em termos de receitas, Macau já ultrapassou Las Vegas. Para além de tudo, tem o maior casino do mundo, o Venetian, que é uma réplica de Veneza. Tem a Ponte de Rialto, gôndolas, a Praça de S. Marco…tudo perfeito!
Venetian









Entretanto amanheceu e já havia chineses a exercitar o corpo e mente…e não só chineses!

Sábado. Acordámos tarde e fomos até à praia almoçar. Passeámos pela cidade. Chegada a hora de jantar fomos ao Café Lisboa. Comemos, o há muito tempo desejado, bitoque!

Mesa de पोर्तुगुएसेस. É incrível a quantidade de portugueses em Macau!
Mais uma noite nos casinos (mas sem jogar uma única vez).



Domingo. Acordámos e fomos conhecer o ex-libris de Macau – as Ruínas de S. Paulo.




A meio da tarde apanhámos o barco para Hong Kong e fomos para o aeroporto, de regresso à Índia.
Para concluir, I’m in love with Asia!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Regresso a Goa – parte IV

É verdade, pela quarta vez fui a Goa. Agora como guia.
Chegámos (eu e o Jaime) quinta-feira à hora de almoço. Esperámos pela Ké, Su e Duda que chegaram uma hora depois, vindas de Delhi. Com o calor que grassa em Goa nesta altura do ano, tudo o que queríamos era ir para a praia e dar um mergulho no mar. Mal pousámos as malas no hotel e já estávamos com um pé fora. Entrámos no mar. A água era muito quente e quase não refrescava.
À noite fomos ao Mambo Bar. Dançámos e agarrámos um touro pelos cornos, ainda que por pouco tempo.
Eduarda, Sr. Touro Mecânico & Eu
Na sexta-feira passámos o dia a alternar entre a espreguiçadeira e o mar, e ainda houve vontade para andar de mota de água.
Para jantar juntaram-se a nós os amigos de Delhi, Ricardo e Kwame, e também a nossa parceira destas andanças, Sarah (from Canada). Jantámos num dos muitos restaurantes de Baga Beach e seguimos mais tarde para a praia, com uma garrafa debaixo do braço. Estávamos em amena cavaqueira quando vimos chegar a polícia dizendo que a praia estava fechada e que não podíamos estar ali, ameaçando levar-nos presos. Entrámos no Mambo Bar e dançámos até quando o cansaço permitiu.
Não falta ninguém na foto. O Kwame está ao fundo do lado direito...























Garanto que o bêbedo não era eu!
Quando acordámos no sábado estávamos longe de imaginar o que aquele dia nos reservava. Foi muito bom. Entre banhos de mar, sol e muito calor, resolvemos ir jantar ao Casino Caravela, um barco transformado em casino. Divertimo-nos muito. As discussões abundaram, o clima era de tensão, os temas eram polémicos e houve até quem ficasse sem voz. No final acabámos todos a rir-nos que nem uns perdidos. Jogámos nas Slot Machines, onde a maioria apostou o equivalente a EUR 1,50. Entre perdas e ganhos, a certa altura o retorno do investimento era de 100%. Diz-nos a razão que seria a altura ideal para parar, mas estávamos ali para nos divertir e toca a jogar até acabar com o investimento inicial, desde logo dado como perdido (atitude que justifica a grande margem de lucro dos casinos).A noite acabou como quase sempre acabam as noites na Índia – a discutir com o taxista – que queria mais dinheiro do que aquele que era justo. Também se gerou uma discussão entre nós, nessa noite parecia haver grande disposição para isso, porque quem está de visita e é turista não tem noção de como as coisas são, deixam-se enganar e tem pena deles, dos “coitadinhos”. Os que vivem cá e sabem como tudo funciona vão dando algumas lições.

Sala de jantar do casino
A mesa dos meninos...
...e a mesa das meninas!


No main hall do casino...
O domingo, último dia, também foi passado na praia. Entre banhos e sombra, pois não se aguentava o calor, lá chegou a hora de ir para o aeroporto.



E assim foi mais um grande fim-de-semana luso em terras outrora nossas.